Setenário à Nossa Senhora das Dores

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De 8 a 15 de setembro fiéis e devotos de Maria, Mãe de Deus e nossa, se reúnem para celebrar o Setenário de Nossa Senhora das Dores. O setenário relembra as principais dores que a Mãe Maria sofreu com a paixão, morte e sepultamento de Jesus. Junto à cruz a Mãe de Jesus torna-se Mãe de todos os homens e da Igreja Católica.

Esta devoção à Nossa Senhora das Dores possui fundamentos bíblicos, pois é na Palavra de Deus que encontramos as sete dores de Maria: o velho Simeão, que profetiza a lança que transpassaria (de dor) o seu Coração Imaculado; a fuga para o Egito; a perda do Menino Jesus; a Paixão do Senhor; crucifixão, morte e sepultura de Jesus Cristo.

Maria, por meio da dor que sofreu, ensina como superar o sofrimento, confiando em Deus. Unir-se às dores de Maria é unir-se também às dores de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nós, como Igreja, não recordamos as dores de Nossa Senhora somente pelo sofrimento em si, mas sim, porque também, pelas dores oferecidas, a Santíssima Virgem participou ativamente da Redenção de Cristo. Desta forma, Maria, imagem da Igreja, está nos apontando para uma Nova Vida, que não significa ausência de sofrimentos, mas sim, oblação de si para uma civilização do Amor.

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós!

 

Primeiro dia: 08 de setembro

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"Simeão os abençoou, e disse a Maria, mãe do menino: «Eis que este menino vai ser causa de queda e elevação de muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Quanto a você, uma espada de atravessar-lhe a alma. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações" (Lucas 2,34-35)

 

Reflexão

Nesta primeira dor veremos como o coração de Maria Santíssima foi transpassado por uma espada, quando Simeão profetizou que o Filho dela seria a salvação de muitos, mas também serviria para ruína de outros. A virtude que aprendemos nesta dor é a da santa obediência. Sejamos obedientes aos superiores, porque são eles instrumentos de Deus.

Quando soube que uma espada lhe atravessaria a alma, desde aquele instante Maria experimentou sempre uma grande dor, mas podemos imaginá-la a olhar sempre para o Céu dizendo: 'Em vós confio'. Quem confia em Deus jamais será confundido. Em nossas penas, angústias, confiemos em Deus e jamais nos arrependeremos dessa confiança.

Quando a obediência nos trouxer qualquer sacrifício, confiando em Deus, a Ele entreguemos nossas dores e apreensões, aceitando o sofrimento e dificuldades de bom grado por amor. Obedeçamos não por motivos humanos, mas pelo amor Daquele que por nosso amor se fez obediente até a morte de Cruz. 


- Rezemos por todos que se empenham na evangelização e salvação do mundo, que a certeza da presença de Cristo em suas vidas e obras seja sempre uma luz viva e radiante.

Pai nosso... 7 Ave-Marias... Glória ao Pai...

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós.


Segundo dia: 09 de setembro

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"Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José, e lhe disse: «Levante-se, pegue o menino e a mãe dele, e fuja para o Egito! Fiqueaté que eu avise. Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo.»  José levantou-se de noite, pegou o menino e a mãe dele, e partiu para o Egito. 15 ficou até a morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito por meio do profeta: «Do Egito chamei o meu filho".(Lucas 2,34-35)

 

Reflexão

Quando Jesus, Maria e José fugiram para o Egito, foi grande dor saber que desejavam matar o seu filho, aquele que trazia a salvação!

Maria não se aflige pelas dificuldades em terras longínquas; mas por ver seu filho inocente perseguido, por ser o Redentor. Maria suportou o exílio por amor a Deus e pela confiança na Sua promessa: a salvação de todo o povo. Deus fez dela cooperadora do mistério da salvação.

Caminhar por terras estranhas significa enfrentar perigos e provocações. Maria está disposta, juntamente com José, a levar até o fim o projeto de Deus, mesmo que para isso tenha de deixar de lado seus sonhos e desejos pessoais.

Esta dor nos ensina a aceitar as provocações do dia-a-dia com alegria de quem sofre para agradar a Deus. Esse agir e esse procedimento chama-se santidade. No meio da dor sofrem os infelizes, entregam-se ao desespero, porque não têm confiança na amizade divina, que traz paz e confiança em Deus. Por isso, somos convidados a aceitar os sofrimentos por amor a Deus. Exultemos de alegria, porque grande é o nosso merecimento, assemelhando-nos a Jesus Crucificado, que tanto sofreu por amor à nossa salvação! 


- Rezemos por todos os migrantes que são obrigados a deixar sua terra natal em busca de uma vida mais digna e que se tornam alvos de mercenários, e por todos aqueles que são vítimas de violência e desprezos.

Pai nosso... 7 Ave-Marias... Glória ao Pai...

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós.


Terceiro dia: 10 de setembro

templo

Quando o menino completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. Passados os dias da Páscoa, voltaram, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem. Pensando que o menino estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre parentes e conhecidos. Três dias depois, encontraram o menino no Templo. Estava sentado no meio dos doutores, escutando e fazendo perguntas. Ao -lo, seus pais ficaram emocionados. Sua mãe lhe disse: «Meu filho, por que você fez isso conosco? Olhe que seu pai e eu estávamos angustiados, à sua procura».  Jesus respondeu: «Por que me procuravam? Não sabiam que eu devo estar na casa do meu Pai?»” (Lucas 2,42-44.46.48-49)


Reflexão

Maria procurou Jesus por três dias. Maria tinha consciência de que Ele era o Messias prometido. Quando o encontrou no Templo, no meio dos doutores, ao dizer-lhe que havia deixado sua mãe três dias em aflição, ele respondeu-lhe: “Eu vim ao mundo para cuidar dos interesses de meu Pai, que está no Céu”. À esta resposta do meigo Jesus, Maria emudeceu e compreendeu que sendo o seu Filho, Homem e Deus, aquele que salva assim deveria proceder, submetendo a sua vida à vontade de Deus, que muitas vezes nos fere em proveito de nossos irmãos.

Jesus deixou Maria por três dias angustiada para proveito da salvação. Aqui devemos contemplar as mães que choram, ao verem os seus filhos generosos ouvirem o chamamento divino, aprendendo com Maria a sacrificar o seu amor natural. Se seus filhos forem chamados para trabalhar na vinha do Senhor, não abafem tão nobre aspiração, como é a vocação religiosa. Mães e pais dedicados, ainda que o seu coração sangre de dor, deixem seus filhos partirem, deixem corresponder aos desígnios de Deus, que usa com eles de tanta predileção. Pais que sofrem, ofertem a Deus a dor da separação, para que seus filhos, que foram chamados, possam ser na realidade bons filhos Daquele que os chamou. Lembrem-se que seus filhos a Deus pertencem e não a vocês. Devem criá-los para servir e amar a Deus neste mundo, e um dia no Céu O louvarem por toda a eternidade.

Pobres aqueles que querem prender seus filhos, abafando-lhes a vocação! Os pais que assim procedem podem levar seus filhos à perdição eterna e ainda terão que dar contas a Deus no último dia. Porém, protegendo suas vocações, encaminhando-os para tão nobre fim, que bela recompensa receberão estes pais afortunados! Ainda que aqui chorem de saudades e a separação lhes custe muitas lágrimas, eles serão abençoados! E vocês, filhos prediletos chamados por Deus, procedam como Jesus procedeu comigo: primeiramente obedeça à vontade de Deus, que os chamou para habitar na sua casa, quando diz: 'Quem ama seu pai e sua mãe mais do que a mim não é digno de Mim'. Vigiem se, por causa de um amor natural, deixam de corresponder ao chamado divino!

Almas eleitas chamadas e que sacrificam as afeições mais caras e a sua própria vontade para servir a Deus! Grande é sua recompensa. Avante! Sejam generosas em tudo e louvem a Deus por terem sido escolhidas para tão nobre fim.

Vocês que choram, pais, irmãos, regozijam-se, porque suas lágrimas um dia converter-se-ão em pérolas, como as de Maria Santíssima se converteram em favor da humanidade.

 

- Rezemos por todas as mães que tem algum filho desaparecido e o procuram aflitamente. Que tenham as mesmas esperanças que teve Maria à procura de Jesus.

Pai nosso... 7 Ave-Marias... Glória ao Pai...

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós.


Quarto dia: 11 de setembro

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Vocês todos que passam pelo caminho, olhem e prestem atenção: haverá dor semelhante à minha dor? Como me maltrataram! Javé me castigou no dia do furor de sua ira” (Lamentações 1,12)


Reflexão

Contemplemos e vejamos se há dor semelhante à dor de Maria Santíssima, quando encontrou-se com seu divino Filho a caminho do Calvário, carregando uma pesada cruz e insultado como se fosse um criminoso.

'É preciso que o Filho de Deus seja esmagado para abrir as portas da mansão da paz!' Lembremo-nos de suas palavras e aceitemos a vontade do Altíssimo, nossa força em horas tão cruéis de nossa vida.

Ao encontrá-lo, Jesus fitou os olhos de Maria e a fez compreender a dor de sua alma. Não pôde dizer-lhe palavra, porém a fez compreender que era necessário que se unisse à Sua grande dor. Amados irmãos, a união da grande dor de Maria e Jesus nesse encontro tem sido a força de tantos mártires e de tantas mães aflitas!

Almas que temem o sacrifício aprendam nesta meditação a se submeterem à vontade de Deus, como Maria e Jesus se submeteram! Aprendam a calar nos seus sofrimentos.

No nosso silêncio, nesta dor imensa, armazenamos riquezas imensuráveis! Nossas almas hão de sentir a eficácia desta riqueza na hora em que, abatidos pela dor, recorrermos a Maria, fazendo a meditação deste encontro dolorosíssimo. O valor do nosso silêncio se converte em força, quando nas horas difíceis soubermos recorrer à meditação desta dor!

Como é precioso o silêncio nas horas de sofrimentos! Há almas que não sabem sofrer uma dor física, uma tortura de alma em silêncio; desejam logo contá-la para que todos o lastimem! Jesus e Maria tudo suportaram em silêncio por amor a Deus!

A dor humilha e é na santa humildade que Deus edifica! Sem a humildade, trabalhamos em vão; vejam pois como a dor é necessária para a nossa santificação.

Aprendamos a sofrer em silêncio, como Maria e Jesus sofreram neste doloroso encontro no caminho do Calvário.

 

- Rezemos por todas as mães solteiras em nosso país que, vítimas de um sistema que mata a dignidade das pessoas, estão sujeitas a encontrar-se com seus filhos condenados à exclusão pela falta de uma educação básica e conscientizadora.

Pai nosso... 7 Ave-Marias... Glória ao Pai...

Nossa Senhora das Dores, rogai por nós.


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