Ano da Vida Consagrada

Mulheres consagradas são rosto de Maria e da Igreja

 

Papa Francisco encontrou-se com um grupo de religiosos e religiosas, em audiência, no Vaticano


“As mulheres consagradas representam o rosto de Maria e da Igreja,” disse o Papa Francisco, neste sábado, 16, apontando que “80% da vida consagrada é representada por mulheres”. O Pontífice recebeu, numa audiência pela manhã, um grupo de religiosos e religiosas da Diocese de Roma, no âmbito do ano dedicado à Vida Consagrada.

“A mulher consagrada é o rosto de Maria e da Mãe Igreja. Ela oferece um acompanhamento terno e materno sobretudo aos doentes e aos mais necessitados da nossa sociedade. O papel da mulher na Igreja representa a profunda expressão do génio feminino”, afirmou.

O encontro que decorreu na Sala Paulo VI foi vivido entre um ambiente festivo e de diálogo com Francisco, onde os religiosos puderam partilhar experiências pessoais e colocar questões ao Papa.

Respondendo a um sacerdote capuchinho, Francisco apontou a importância da direção espiritual na formação vocacional.

“Todas as pessoas consagradas devem ser acompanhadas na sua formação por um diretor espiritual. Mas a direção espiritual não deve ser feita apenas por sacerdotes. Este carisma pode ser exercido também por leigos, naturalmente formados, ponderados, equilibrados”.

Francisco apontou a vida consagrada como “um dom de Deus” que manifesta a “doação pessoal aos irmãos”.

“Uma pessoa consagrada deve fazer tudo com o sorriso nos lábios, acolhendo o irmão que bate à porta das nossas comunidades”, afirmou perante os desafios, colocados por uma religiosa de clausura, que mencionou o equilíbrio que hoje os mosteiros atravessam “entre a visibilidade e o afastamento”.

Questionado sobre o “caminhar junto de sacerdotes, religiosos, movimentos eclesiais numa realidade diocesana”, Francisco disse que a “dimensão alegre e festiva” deve fazer parte da vida consagrada.

“Na pastoral não deve haver concorrência entre paróquias e congregações. Na diocese deve reinar a harmonia e o diálogo, que somente o pastor local pode proporcionar”, afirmou.

 

Da redação, com Agência Ecclesia


 

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