Ano da Vida Consagrada

Papa faz visita surpresa a religiosas que lutam contra mandato abortista de Obama

 

 

WASHINGTON DC, 24 Set. 15 / 12:43 pm (ACI).- O porta-voz do Vaticano informou que o Papa Francisco visitou ontem à noite a comunidade das Irmãs dos Pobres em Washington D.C. A visita não estava dentro do programa oficial do Papa nos Estados Unidos e aconteceu dentro de um contexto crítico para a congregação, pois estão nos tribunais por rejeitar o polêmico mandato abortista imposto pelo governo de Barack Obama.

Esta foi uma “breve visita, pois não estava programada”, declarou o Pe. Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, durante uma coletiva de imprensa por motivo da visita do Pontífice à capital norte-americana.

“Este é um sinal evidente de seu apoio a elas” em sua luta nos tribunais, afirmou o porta-voz.

Durante sua breve visita, o Santo Padre saudou todas as religiosas e mostrou especial afeto pela irmã Marie Mathilde, uma religiosa de 102 anos de idade. O Papa lhes dirigiu algumas palavras e, em seguida, tiraram fotos para lembrança.

As Irmãzinhas iniciaram uma ação contra a administração de Obama pelo mandato dado em 2012, o qual obriga todas as empresas e instituições ministrar assistência sanitária a seus empregados que inclui controle da natalidade, esterilizações e anticoncepcionais.

As Irmãs explicaram que proporcionar esta assistência sanitária aos empregados de suas instituições viola suas crenças religiosas.

Embora a administração da Obama modificasse o mandato para incluir a possibilidade de algumas objeções de consciência, as religiosas afirmaram que depois de revisá-lo ainda viola suas consciências.

No mês de julho deste ano, o Tribunal de Apelações do Décimo Circuito determinou que as Irmãzinhas dos Pobres deviam acatar o mandato.  As religiosas decidiram então apelar ante o Tribunal Supremo e atualmente aguardam uma sentença.

A agenda do Papa em Washington não incluía a visita às religiosas. Ontem, visitou a Casa Branca, encontrou-se com os bispos americanos na Catedral de São Mateus e canonizou o Frei Junípero Serra no Santuário Nacional da Imaculada Conceição.

Esta “foi uma pequena visita dentro do programa, mas acredito que teve um significado muito importante”, afirmou o Pe. Lombardi.

Em seguida, acrescentou que a visita estava “conectada” com “as palavras que o Papa disse em apoio a posição dos Bispos dos Estados Unidos, em seu discurso com o presidente Obama e também no discurso com os Bispos”.

O Papa Francisco ante o presidente Obama, na Casa Branca, fez um apelo a favor da liberdade religiosa, “uma das mais preciosas posses da América” e sublinhou o apoio aos Bispos dos Estados Unidos em sua defesa desta liberdade.

“Todos estamos chamados a estar vigilantes, precisamente como bons cidadãos, para preservar e defender a liberdade de tudo o que possa ameaçá-la ou comprometê-la”, disse.

Em resposta à notícia da visita às Irmãzinhas, o Arcebispo de Louisville e presidente da Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos, Dom Joseph Kurtz, disse que ficou “muito contente” pelo gesto.

“A última coisa que as religiosas pretendem é denunciar alguém. Elas não querem ir ao tribunal”, afirmou. “Simplesmente querem servir aos pobres, aos idosos, mas não querem fazê-lo colocando em conflito suas crenças”.

O Arcebispo falou previamente durante uma coletiva de imprensa a respeito “da interpretação da liberdade religiosa em sentido estrito” e sublinhou que “a religião não é algo que deve ser praticado somente aos domingos, mas deve ser vivido todos os dias”. Como exemplo mencionou as Irmãzinhas.

“Devemos dar espaço em nossa nação a fim de que as pessoas que têm profundas crenças religiosas não se vejam coagidas”, acrescentou.

As Irmãzinhas dos Pobres se dedicam aos cuidados dos anciões com poucos recursos nos Estados Unidos há 175 anos. Caso não respeitem este mandato, as religiosas enfrentariam multas de aproximadamente 4,5 milhões de dólares anuais em duas de suas 30 casas em todo o país.

(fonte: http://www.acidigital.com)

 

Homilia do Papa Francisco a Sacerdotes e Religiosas em Nova Iorque

 

 

NOVA IORQUE, 24 Set. 15 / 08:56 pm (ACI).- Após chegar à cidade de Nova Iorque, penúltima parada na sua viagem aos Estados Unidos, o Papa Francisco pronunciou uma homilia na oração das Vésperas com os sacerdotes, religiosas e religiosos de Nova Iorque na Catedral de São Patrício. Antes da homilia o Pontífice deu seus pêsames aos muçulmanos pela tragédia na Balance na Arábia Saudita onde faleceram mais de 700 pessoas.

“Dois sentimentos tenho hoje para com nossos irmãos islâmicos. Primeiro, minha saudação por celebrar-se hoje o Dia do Sacrifício. Tivesse querido que minha saudação fora mais calorosa segundo os sentimentos, que é minha proximidade, minha proximidade ante a tragédia que seu povo sofreu hoje em Meca. Neste momento de oração, me uno, unimo-nos na prece a Deus nosso Pai Todo-poderoso e misericordioso.

«Exultais de alegria, se bem que, por algum tempo, tenhais de andar aflitos por diversas provações» (1 Ped 1, 6). Estas palavras do Apóstolo lembram-nos uma coisa essencial: a nossa vocação é viver na alegria.

Esta linda catedral de São Patrício, construída ao longo de muitos anos com o sacrifício de tantos homens e mulheres, pode ser um símbolo da obra de gerações de sacerdotes, religiosos e leigos americanos que contribuíram para a edificação da Igreja nos Estados Unidos. Só no campo da educação, quantos sacerdotes e consagrados tiveram um papel central neste país, ajudando os pais a dar aos seus filhos o alimento que os nutre para a vida! Muitos fizeram-no à custa de sacrifícios extraordinários e com caridade heróica. Penso, por exemplo, em Santa Elizabeth Ann Seton, que fundou na América a primeira escola católica gratuita para meninas, ou em São João Neumann, fundador do primeiro sistema de educação católica nos Estados Unidos.

Nesta tarde, queridos irmãos e irmãs, vim rezar convosco, para que a nossa vocação continue a construir o grande edifício do Reino de Deus neste país. Sei que vós, como corpo sacerdotal, diante do povo de Deus, sofrestes muito num passado não distante suportando a vergonha por causa de muitos irmãos que feriram e escandalizaram a Igreja nos seus filhos mais indefesos... Com palavras do Apocalipse, digo-vos que estou ciente de que «vindes da grande tribulação» (cf. 7, 14). Acompanho-vos neste período de sofrimento e dificuldade; e também agradeço a Deus pelo serviço que realizais acompanhando o povo de Deus. Com o fim de vos ajudar a prosseguir no caminho da fidelidade a Jesus Cristo, deixai-me fazer duas breves reflexões.

A primeira diz respeito ao espírito de gratidão. A alegria de homens e mulheres que amam a Deus atrai a outros; sacerdotes e consagrados chamados a sentir e irradiar uma satisfação permanente com a sua vocação. A alegria brota dum coração agradecido. É verdade! Recebemos muito, tantas graças, tantas bênçãos; e alegramo-nos. Far-nos-á bem repassar com a memória as graças da nossa vida. Memória da primeira chamada, memória do caminho percorrido, memória de tantas graças recebidas..., e sobretudo memória do encontro com Jesus Cristo em tantos momentos durante o caminho. Memória do encanto que produz em nosso coração o encontro com Jesus Cristo. Peçamos a graça da memória para fazer crescer o espírito de gratidão. Talvez convenha perguntar-nos: Somos capazes de enumerar as bênçãos que vieram sobre nós?

A segunda reflexão tem a ver com o espírito de laboriosidade. Um coração agradecido é, espontaneamente, impelido a servir o Senhor e a abraçar um estilo de vida diligente. No momento em que nos damos conta de tudo aquilo que Deus nos deu, o caminho da renúncia a si mesmo a fim de trabalhar para Ele e para os outros torna-se um caminho privilegiado de resposta ao seu amor.

E, no entanto, se formos honestos, sabemos quão facilmente pode ser sufocado este espírito de trabalho generoso e sacrifício pessoal. Há duas maneiras para isso acontecer, sendo ambas exemplo da «espiritualidade mundana», que nos enfraquece no nosso caminho de serviço e degrada o enlevo do primeiro encontro com Jesus Cristo.

Podemos ficar encastrados quando medimos o valor dos nossos esforços apostólicos pelo critério da eficiência, do funcionamento e do sucesso externo que governa o mundo dos negócios. Não digo que estas coisas não sejam importantes! Foi-nos confiada uma grande responsabilidade e o povo de Deus, justamente, espera resultados. Mas o verdadeiro valor do nosso apostolado é medido pelo valor que o mesmo tem aos olhos de Deus. Ver e avaliar as coisas a partir da perspectiva de Deus chama-nos para uma conversão constante ao primeiro tempo da nossa vocação e – nem é preciso dizê-lo – a uma grande humildade. A cruz mostra-nos uma maneira diferente de medir o sucesso: a nós cabe-nos semear, e Deus vê os frutos do nosso trabalho. E se, às vezes, os nossos esforços e o nosso trabalho parecem gorar-se e não dar fruto, estamos a trilhar a mesma via de Jesus Cristo; a sua vida, humanamente falando, acabou com um fracasso: o fracasso da cruz.

Um novo perigo surge quando nos tornamos ciosos do nosso tempo livre, quando pensamos que rodear-nos de comodidades mundanas ajudar-nos-á a servir melhor. O problema, com este modo de raciocinar, é que pode ofuscar a força da chamada diária de Deus à conversão, ao encontro com Ele. Pouco a pouco mas seguramente vai diminuindo o nosso espírito de sacrifício, de renúncia e de laboriosidade. E afasta também as pessoas que padecem pobreza material, vendo-se obrigadas a fazer sacrifícios maiores do que os nossos. O repouso é uma necessidade, como o são os momentos de tempo livre e de restauração pessoal, mas devemos aprender a descansar de forma que aprofunde o nosso desejo de servir de modo generoso. A proximidade aos pobres, refugiados, imigrantes, doentes, explorados, idosos que sofrem a solidão, encarcerados e muitos outros pobres de Deus ensinar-nos-á outro tipo de repouso, mais cristão e generoso.

Gratidão e laboriosidade: são os dois pilares da vida espiritual que desejava partilhar convosco nesta tarde. Agradeço-vos pelas orações, actividades e sacrifícios diários que realizais nos diferentes campos do vosso apostolado. Muitos deles são conhecidos apenas de Deus, mas dão muito fruto na vida da Igreja.

De maneira especial, gostaria de expressar a minha admiração e gratidão às consagradas dos Estados Unidos. Que seria esta Igreja sem vós? Mulheres fortes, lutadoras; com aquele espírito de coragem que vos coloca na linha da frente a anunciar o Evangelho. A vós consagradas, irmãs e mães deste povo, quero dizer «obrigado», um «obrigado» grandíssimo… e dizer também que gosto muito de vós.

Sei que muitos de vós estais a enfrentar o desafio que supõe a adaptação a um programa pastoral em evolução. Como São Pedro, peço-vos que, perante qualquer prova que tenhais de enfrentar, não percais a paz e respondei como fez Cristo: deu graças ao Pai, tomou a sua cruz e seguiu em frente.

Queridos irmãos e irmãs, em breve cantaremos o Magnificat. Coloquemos nas mãos de Nossa Senhora a obra que nos foi confiada; unamo-nos a Ela agradecendo ao Senhor pelas grandes coisas que fez e pelas grandes coisas que continuará a fazer em nós e em todos aqueles que temos o privilégio de servir.

(fonte: http://www.acidigital.com)

"Deus nos livre das freiras choronas", diz o Papa Francisco em Roma

HAVANA, 21 Set. 15 / 01:39 pm (ACI).- Em seu encontro com sacerdotes, religiosas, religiosos e seminaristas na Catedral de Havana depois das Vésperas deste domingo, o Papa Francisco expressou: “Deus nos livre das freiras choronas que estão sempre lamentando! ”.

No discurso que improvisou, durante seu segundo dia em Cuba, o Santo Padre recordou que essa frase provém de Santa Teresa de Jesus, que dizia às suas irmãs “ai daquelas freiras que reclamam o dia inteiro porque fizeram uma injustiça com elas”.

“Na língua castelhana daquela época dizia ‘ai daquela freira que anda dizendo fizeram algo comigo sem razão’”, explicou o Pontífice.

A diferencia destas “religiosas choronas”, Francisco destacou o testemunho da jovem religiosa Irmã Yailenys Ponce Torres, das Irmãs da Caridade de São Vicente de Paulo.

 “Graças a todas a essas mulheres consagradas ao serviço dos ‘inúteis’, porque não podem ganhar dinheiro ou criar uma empresa com esse serviço aos menores”, agradeceu o Pontífice.

“Aí resplandece Jesus e aí resplandece minha opção por Jesus, obrigado a todos os consagrados e consagradas que fazem isto”, indicou o Santo Padre.

Às vezes, destacou o Papa, os religiosos e religiosas não entendem a missão encomendada ao serviço dos mais necessitados, mas “faz-nos bem, por exemplo, o sorriso de um espasmódico (N.R. condição neurológica que se manifesta com espasmos) que não sabe como fazê-lo ou quando lhe querem beijar e babam o seu rosto, essa é a ternura de Deus, essa é a misericórdia de Deus”.

“Ou quando estão zangados e lhe dão um tapa, e queimar minha vida assim com material de descarte aos olhos do mundo, isso nos mostra somente uma pessoa, isso nos revela a Jesus, quem por pura misericórdia do Pai se fez nada, aniquilou-se a si mesmo, diz a passagem de Filipenses capítulo dois: ‘fez-se nada’”.

“E estas pessoas a quem vocês dedicam a sua vida, imitam Jesus, não porque querem, mas porque o mundo os trouxe assim, são nada e são escondidas, e desprezadas, e se puderem e ainda enquanto é tempo ‘os mandam de volta’ antes que nasçam”, concluiu o Papa Francisco condenando o aborto.

(fonte: http://www.acidigital.com)

 

Mulheres consagradas são rosto de Maria e da Igreja

 

Papa Francisco encontrou-se com um grupo de religiosos e religiosas, em audiência, no Vaticano


“As mulheres consagradas representam o rosto de Maria e da Igreja,” disse o Papa Francisco, neste sábado, 16, apontando que “80% da vida consagrada é representada por mulheres”. O Pontífice recebeu, numa audiência pela manhã, um grupo de religiosos e religiosas da Diocese de Roma, no âmbito do ano dedicado à Vida Consagrada.

“A mulher consagrada é o rosto de Maria e da Mãe Igreja. Ela oferece um acompanhamento terno e materno sobretudo aos doentes e aos mais necessitados da nossa sociedade. O papel da mulher na Igreja representa a profunda expressão do génio feminino”, afirmou.

O encontro que decorreu na Sala Paulo VI foi vivido entre um ambiente festivo e de diálogo com Francisco, onde os religiosos puderam partilhar experiências pessoais e colocar questões ao Papa.

Respondendo a um sacerdote capuchinho, Francisco apontou a importância da direção espiritual na formação vocacional.

“Todas as pessoas consagradas devem ser acompanhadas na sua formação por um diretor espiritual. Mas a direção espiritual não deve ser feita apenas por sacerdotes. Este carisma pode ser exercido também por leigos, naturalmente formados, ponderados, equilibrados”.

Francisco apontou a vida consagrada como “um dom de Deus” que manifesta a “doação pessoal aos irmãos”.

“Uma pessoa consagrada deve fazer tudo com o sorriso nos lábios, acolhendo o irmão que bate à porta das nossas comunidades”, afirmou perante os desafios, colocados por uma religiosa de clausura, que mencionou o equilíbrio que hoje os mosteiros atravessam “entre a visibilidade e o afastamento”.

Questionado sobre o “caminhar junto de sacerdotes, religiosos, movimentos eclesiais numa realidade diocesana”, Francisco disse que a “dimensão alegre e festiva” deve fazer parte da vida consagrada.

“Na pastoral não deve haver concorrência entre paróquias e congregações. Na diocese deve reinar a harmonia e o diálogo, que somente o pastor local pode proporcionar”, afirmou.

 

Da redação, com Agência Ecclesia


 

Servir a Cristo de Coração

 

Santo Padre enviou mensagem por ocasião da 16ª Assembleia trienal da Associação de mulheres consagradas da África Central e Oriental

 

Francisco incentiva consagradas da África a servirem a Cristo com o coração / Foto: Arquivo

Francisco incentiva consagradas da África a servirem a Cristo com o coração

Um incentivo a servir a Cristo com todo o coração. É o que escreve o Papa Francisco em uma breve mensagem, assinada pelo Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin, enviada à 16ª Assembleia trienal da Associação de mulheres consagradas da África Central e Oriental (Acweca).

Em andamento até o dia 30 de agosto, em Lusaka, Zâmbia, a Assembleia tem como tema “Ide, não tenham medo, e sirvam” (Jo 16:23). Participam mais de 150 superioras maiores e secretárias-gerais das Associações Nacionais das Religiosas da Eritreia, Etiópia, Quênia, Malawi, Sudão, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

Também está presente o padre Ferdinand Lugonzo, secretário-geral da AMECEA, a Associação das Conferências Episcopais da África Oriental, representando o novo presidente, o arcebispo de Addis Abeba, Dom Berhaneyesus Demerew Souraphiel.

As sessões de trabalho estão concentradas, em particular, sobre a evangelização na região. Entre outros temas em discussão estão a luta contra a pobreza e o desafio do tráfico de seres humanos, uma análise de comparação entre direito canônico e direito civil, a transparência e a responsabilidade na liderança e a gestão financeira das congregações religiosas.

Atualmente composta por mais de 20 mil religiosas, a Acweca celebra este ano seus 40 anos de fundação. Ela foi criada, em 1974, com o objetivo de desenvolver e fortalecer a formação e a educação das religiosas, trabalhando em favor da paz, da justiça e da autossustentação.

A Associação também está empenhada em coordenar o apoio logístico e administrativo das associações nacionais e de outras instituições católicas, de acordo com a sua missão inspirada nas palavras de Jesus Cristo: ‘Sereis minhas testemunhas’”. (SP)

Da Redação, com Rádio Vaticano

 

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