Como vivemos

 "A firme certeza de ser amados por Deus está no centro da vossa vocação:

ser para os outros um sinal tangível da presença do Reino de Deus, 

uma antecipação das alegrias eternas do céu"

(Papa Francisco) 

vida comunitaria

  “O Senhor quer homens e mulheres livres, não vinculados, 

capazes de abandonar tudo para segui-Lo, e encontrar somente n'Ele o próprio tudo”

(Bento XVI).


Vivemos nossa Consagração Religiosa na força do Espírito Santo, procurando responder com plena liberdade a Deus que nos chama a seguí-Lo o caminho dos Conselhos evangélicos e nos reserva inteiramente para Si, para que se torne visível, também por meio de nós a Sua presença na Igreja.

O nosso estilo de vida nos ajuda a alcançar e viver esta liberdade interior para poder realizar o nosso principal objetivo: SEGUIR CRISTO CASTO, POBRE E OBEDIENTE para que o mundo creia e seja salvo. Por meio dos votos queremos viver com Jesus a intimidade do amor esponsal onde a entrega de nós mesmas a Ele é total e sem reservas. Para tanto, nos conduzimos pautadas por três importantes votos:

  • castidade


    Com este voto, nós queremos pertencer ao Senhor inteiramente com o corpo e a alma, vivendo uma vida casta totalmente a serviço do Amor. Viver uma vida casta, significa “manter sempre ardente no coração uma viva chama de amor, alimentada continuamente pela riqueza da fé, não somente quando carrega consigo a alegria interior, mas também quando está unida às dificuldades da aridez e do sofrimento.

    Na prática, com o voto de castidade nos comprometemos a não casar e nos abster da prática sexual, porém jamais desvalorizamos o casamento, que aliás recebe toda a nossa estima e apreciação; não casamos para que todo o nosso coração e toda a nossa vida estejam a serviço do “Reino”. O voto de castidade dilata o nosso coração aprimorando o nosso sentimento materno que nos permite gerar Cristo nos nossos irmãos, e vivermos entre nós a verdadeira amizade. Sendo livres de empenhos familiares, podemos viver a nossa missão em lugares, às vezes, difíceis e distantes.

     

    "A castidade exprime a vossa doação exclusiva ao amor de Deus, que é a rocha dos nossos corações. Todos sabemos quanto empenhamento pessoal e exigente isso comporta! As tentações neste campo requerem confiança humilde em Deus, vigilância e perseverança" (Papa Francisco)

     

  • pobreza


    Neste particular, queremos testemunhar que Deus é a nossa maior e única riqueza vivendo entre os bens temporais, sem nos tornarmos escravas de nenhum deles.

    No dia-a-dia, vivemos o voto de pobreza pondo em comum tudo o que temos e recebemos, como os primeiros cristãos: “tinham tudo em comum, dividiam seus bens com alegria”, para que não hajam diferenças entre nós. Com o voto de pobreza nos comprometemos a viver usando somente o necessário, sendo tudo o mais destinado aos nossos irmãos necessitados.

     

    "Na vida consagrada, a pobreza tanto é um «muro» como uma «mãe»: um «muro» porque protege a vida consagrada, e uma «mãe» porque a ajuda a crescer e a conduz pelo justo caminho". (Papa Francisco)

     

  • obedincia


    Este voto nos conduz à tentativa de imitar Jesus, modelo de obediência vivida até a morte. Queremos estar plenamente disponíveis à vontade de Deus que se manifesta antes de tudo na Bíblia, nas nossas Constituições e nos nossos superiores.

    No decorrer do nosso dia, vivemos a nossa obediência procurando em todas as nossas decisões, seja em nível pessoal, seja em nível comunitário “discernir a vontade de Deus, aquilo que é bom, a Ele agradável e perfeito” (Bento XVI).

     

    "Uma obediência madura e generosa exige que adirais na oração a Cristo, o qual, assumindo a forma de servo, aprendeu a obediência por meio do sofrimento (cf. Perfectae caritatis, 14).

    Não há atalhos: Deus quer os nossos corações por inteiro, e isso significa que temos de nos «desapegar» e «sair de nós mesmos» sempre mais". (Papa Francisco)

     


desafio vc

Nós vivemos em comunidade fraterna , ou seja, em pequenos grupos, onde, como falamos antes, colocamos tudo em comum, procuramos viver o verdadeiro amor fraterno e a nossa espiritualidade de amor misericordioso feito de reparação, perdão e acolhida. O alimento e sustento da nossa vida é a participação diária do mistério da Eucaristia , a oração litúrgica três vezes ao dia, a meditação da Palavra, a oração do terço, a leitura espiritual comunitária e adoração pessoal diária - “diálogo intimo da alma consagrada com o seu esposo divino” (Bento XVI)

 

"O vosso desafio é tornar-vos «especialistas» na misericórdia divina precisamente através da vida em comunidade.

Sei, por experiência, que a vida comunitária nem sempre é fácil, mas é um terreno providencial para a formação do coração.

Não é realista esperar que não haja conflitos: surgirão incompreensões e será preciso enfrentá-las.

Mas, apesar destas dificuldades, é na vida comunitária que somos chamados a crescer na misericórdia, na paciência e na caridade perfeita"

(Papa Francisco).

 

Usamos uniformes, ou seja, vestimos o hábito religioso que pode ser: preto, cinza ou branco e um véu na cabeça, para manifestar publicamente a nossa consagração a Cristo e como “sinal da pobreza vivida em união com Aquele que de rico se fez pobre para fazer-nos ricos com a sua pobreza” (2Cor.8,9).

Por pertencer a uma congregação missionária estamos sempre disponíveis a viver a nossa consagração em qualquer lugar do mundo onde a vontade de Deus e a necessidade do irmão nos chamarem.

 


 

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